Domingo, 5 de Julho de 2009

Sobre a exposição do YSL



Hoje, aproveitando um final de semana com a família quase completa no Rio, fomos ao CCBB ver a tããããão esperada e falada exposição Yves Saint Laurent - Voyages Extraordinaires, que traz alguns exemplos de desfiles de alta costura inspirados em culturas "exóticas" como China, Rússia, Espanha, Marrocos e Índia.

Muito emocionante ver de perto toda a riqueza de detalhes da obra de arte de um gênio da moda e o trabalho primoroso dos artistas das casas que fazem todo o trabalho de acabamento da haute couture. Bordados inimagináveis, trabalhos com penas maravilhosos, acessórios e jóias deslumbrantes, cada sapato mais lindo que o outros. E as estampas? De babar! Tecidos deslumbrantes, ficamos com as mãos coçando para sentir o toque agradável que eles devem ter.



Tem também um documentário sobre sua carreira a a exibição do seu último desfile, em 2002, quando anunciou sua saída do mundo da moda. Este desfile é uma retrospectiva do seu trabalho e uma aula de história e cultura. Sem contar que é uma delícia ver o próprio YSL falando, ele era uma coiiiisa, impossível não entender a paixão de Pierre Bergé por ele. No documentário, vemos além das peças da exposição - os vestidos do Mondriand, os smokings, e um pouco do seu prê-a-porter que, como disse Grumbach, foi seu lado mais genial. Mas meus pais (meus pais!) destacaram e é mesmo - apesar de estarmos vendo vestidos de alta-costura exuberantes, todos eram absolutamente usáveis.

Mas, a exposição tem um GRANDE problema - a curadoria. Para quem não sabe nada de história da moda e só conhece o YSL por nome, só fica sabendo que as roupas são lindas e... mais o que? Não há textos explicativos mais profundos, não há descrição das peças, que tecidos usaram, curiosidades tão importantes para ir além do que se vê com os olhos - tem tanta coisa por trás que só ver um monte de vestido bordado fica vago.

Mesmo na sala do documentário (sem conforto algum para assistir um filme de 1h40), não há informação nenhuma, nem mesmo a duração do vídeo (dado comum em exposições). Ainda havia um guia que explicava, mas ele só aparecia às vezes, quando chegamos na expo, só havia seguranças. Depois da expo do YSL, fomos a outra de arte modernista russa que tinha o triplo de informações e deu pra conhecer muuuuita coisa sobre vários movimentos artísticos que não conhecia...

Uma pena que uma exposição tããão importante e que tem atraído um público imenso tenha tão pouco cuidado em passar informações a um público 99% leigo. Ainda mais sobre moda, área que nós brasileiros não estamos acostumados a ver como algo histórico e de alto valor para a cultura de uma sociedade.


Laetitia Casta, Saint Laurent e Catherine Deneuve (e mil modelonas atrás) em seu desfile de despedida.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Tem Brasil no Style Bubble (de novo!)



Dona Susie Bubble, dona do Style Bubble - talvez o meu blog internacional preferido - fez um post sobre a coleção da Luiza Bonadiman no último Fashion Rio. Legal, né?

Pelo jeito Susie, que já esteve aqui no Brasil no ano passado para um evento sobre blogs, gosta de ficar por dentro das semanas por aqui porque ela citou o melhor site onde ela gosta de buscar informações sobre os nossos desfiles (JC Report's).

Uma das coisas que eu mais gosto do blog da Susie é seu espírito desbravador na moda. Ela não fica restrita às mesmices do "mainstream", sempre faz posts com novidades, marcas iniciantes, além de cobrir os desfiles de graduação da CSM - que são GENIAIS! (Tudo de todas as escolas da University of Arts são...).

Além do post da Luiza, outro que me chamou atenção foi este aqui (não tem nada a ver com Brasil, só to colocando neste post pra matar dois coelhos sobre Susie Bubble), sobre a coleção de formatura de uma aluna da Chelsea School of Arts and Design. A super blogueira ficou pasma com o trabalho genial e primoroso da menina, e eu também. Aconselho a todos a darem uma olhada...

Olha isso gente, que pri-mor! Isso é tipo a visão aumentada do todo! Olhem lá no Style Bubble!

Ainda sobre jornalismo: Gay Talese


Gay Talese, MUITO chique.

Ainda sobre o debate do jornalismo, eu sou a favor do diploma simplesmente porque já é MUITO difícil ser jornalista com diploma, imagina sem. Mas, aconselho aqueles que são formados em outras carreiras a não cometerem a insanidade de virarem jornalistas hahahahaha! Você vai ganhar mal e trabalhar muito pra que, se já deve ter feito uma carreira mais promissora?

Profissional ruim tem em toda profissão... vamos combinar? E olha que alguns profissionais ruins são muito mais nocivos, tipo médico ruim, engenheiro ruim... Jornalista ruim também pode ferrar a vida de alguém, por isso acho que é irresponsabilidade de mais fazer jornalismo descompromissado.

Por isso eu disse: fazer uma matéria não é apenas saber escrever, é saber apurar. Sabiam que antigamente, em alguns jornais, os repórter apenas apuravam e quem escrevia era o redator? O grande problema do jornalismo é a apuração. É aí que temos a diferença entre bom e mau jornalismo. E eu acho que é aí que vamos nos dar mal se continuarmos na linha do eu-jornalista.

Mas vamos ao tema deste post da hora de almoço? Gay Talese chegou em Paraty e eu aqui. Pra quem não sabe, Talese é um dos “fundadores” do New Journalism, ou jornalismo literário. Ele e outros nomes como Tom Wolf transformaram grandes reportagens em literatura de não-ficção , fugindo um pouco do jornalismo “massificado” da pirâmide invertida, lead, etc; modelo de jornalismo inventado pelos americanos e hoje padrão de todos (ou quase todos) veículos.

Ele deu entrevista para a Folha e para o Globo de hoje. Filho de um alfaiate, Talese teve que mudar de pousada para conseguir guardar os 6 ternos que trouxe para o evento (com colete, terno MESMO, não costume), segundo O Globo. Na Folha, ele disse o seguinte:

“E a Internet? E a notícia da morte do cantor, antecipada pelo site TMZ? E o marco do uso do Twitter nos protestos com as últimas eleições do Irã?”, a Folha pergunta. “A imprensa tradicional já é ruim o suficiente. Internet nem vale a pena discutir”, responde.

E daí segue o parágrafo:

“Mas, nos tempos atuais, é possível ser jornalista sem usar a internet? Ele devolve a pergunta. ‘O que é jornalismo atualmente? Nem sabemos. Todos podem ser jornalistas. Antes a profissão era associada a credibilidade, as pessoas estudavam para praticá-la. Há 25 anos, o jornalismo passou a ficar competitivo da forma errada. Virou uma competição por furos. Esse foi o primeiro erro. Tentar ser o primeiro a dar a notícia, acima de tudo. O problema é que você acaba cometendo erros’”.

Com ou sem diploma, a coisa tá feia.

Filme do dia: “Todos os Homens do Presidente” – já virou clichê, mas ainda é a maior aula de apuração que já contaram.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Blog da Farm: Adoro!


Página do blog e olhem que ilustração art nouveau liiiiinda lá em cima

Podem falar o que quiserem, mas eu amo, AMO, a Farm. Da minha janela no trabalho dá pra ver os fundos da loja eco friendly aqui na Vila e ela tá na minha lista de saudades do Rio. Nos primórdios do blog, eu até comentei como tinha amado a (na época) nova loja de Ipanema neste post.

Já conhecia, mas agora estou lendo com mais frequência o blog ÓTIMO da marca, o Adoro!. Gosto de blogs que não virem apenas um mailmarketing - este fala de tudo E da Farm, beeem legal! Não sei quem faz, se o mkt da marca ou a assessoria, mas parabéns!

Jornalismo, diploma, moda e algumas questões


Suzy, vc tem diploma?

Fiz 4 anos de faculdade e paguei uns... (melhor não calcular o quanto gastei neste tempo)... para o Sr. Gilmar Mendes e Cia. tirarem a obrigatoriedade do diploma para ser jornalista. Mas a verdade é que no Jornalismo de Moda, uns 20% dos profissionais levam esse papel (agora inútil) debaixo do braço.

O debate precisa ou não precisa ser jornalista pra falar de moda... sinceramente, 00:35, não dá pra entrar nessa discussão. Mas gostaria de partilhar algumas questões com vocês, questões que levantamos numa matéria que acabei de ter na pós, Comunicação de Moda, com a Astrid Façanha. Não vou dar minhas opiniões, apenas jogar no vento as questões e ver os pitacos dos leitores.

1) Algumas pessoas podem não saber, mas a editoria de moda é motivo de piadinhas entre os colegas jornalistas. Além do estigma tradicional da futilidade, jornalistas de moda costumam ter práticas comuns no meio, mas estranhos às outras editorias. Por exemplo, jornalista de economia não costuma ser amigo do peito de dono de banco, financista, economista, etc. Será que isso contribui para o estranhamento dos outros coleguinhas? Sempre me lembro de Quase Famosos, "não fique amigo dos caras!".

2) Não estou agourando amizades, mas será que a proximidade com o meio não prejudica a crítica de desfiles? Como vou fazer alguma ressalva se o cara frequenta a minha casa, se vamos pras baladas juntos...? Amigos, amigos, negócios à parte?

3) Aliás, alguns jornalistas já se auto-chamam de críticos. Mas EXISTE crítica de desfiles? Ou apenas comentários? Críticos de arte são suuuuuuper especializados, críticos literários... falta aprofundar, né não?

4) No mundo dos blogs, twitter, é o cidadão, o seu vizinho do lado, alguém como você que dá a notícia, sem mediação de um veículo - o que pode dar mais veracidade... ou não!!!! Como confiar 100%?

5) Aquela minha aula de ética super chata, e aquelas aulas de técnicas de reportagem e de redação (que eram legais) ensinaram a apurar e checar TU-DO antes de publicar. Já errei e todo mundo já errou, mas acho que era bom os que não tiveram aula disso ficarem sabendo também.

6) Assessorias de imprensa e agências de publicidade poderiam conhecer melhor blogs... focar nos certos, conhecer os novos, saber do que tratam MESMO, não distribuir releases ao vento... Ou então ingnorá-los solenemente, o que é PIOR ainda...

7) Agências, aliás, podiam saber que, mesmo a maioria não sendo profissional de comunicação, nego não é bobo e sabe o que é jabá, matéria comprada, etc; e que isso é feio... E que propor isso pega mal pro cliente...

8) Puxar tapete dos outros é muito feio...

9) Humildade sempre... e acho legal também conhecer gente de outros meios...

10) Se um veículo é grandinho, podia pensar no leitor que não entende lhufas de moda, não é mesmo? Sociedades fechadas acabam definhando... praticam canibalismo e talz.

Bom, era isso.
Beijosdesliga.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Barraco na Flip?




Gostei do debate do post anterior e já tenho outro pronto, em casa, sobre jornalismo e moda, mas uma pausa de hora de almoço para um assunto off-moda. Amanhã começa a Flip (MORRO de vontade de ir, este ano vai ter Gay Taleeeeeeese!) e tem uma mesa que eu daria tuuudo pra assistir:

Desde que o caderno Ela publicou uma matéria sobre a artista plástica francesa Sophie Calle, fiquei super curiosa com a história e a obra dela. Ela gostava de misturar sua intimidade com sua obra, ou a intimidade alheia – melhor dizendo. Sua última e mais falada foi pedir a um X número de mulheres (agora não lembro direito) que lessem o email que seu ex enviou para ela, terminando o namoro, e gravou. A frase final foi Prenez soins de vous (Cuide de você), que deu título a esta obra.



Nesta matéria, não ouviam o tal ex, um escritor francês, e eu fiquei chocada com a história e imaginando o barraco que seria esse debate na Flip. Daí veio a Marie Claire de junho e publica uma entrevista com Grégoire Boullier, o “carrasco” de Sophie. A artista não quis dar entrevista porque não fala da sua vida pessoal (curioso, né?). E publicaram o email. Relativizei... ele não foi tão cruel assim. Como diz uma das mulheres da obra de Sophie, pelo menos ele terminou com ela, se explicou de alguma forma, pior quando não falam nada. Conheço um que disse, por torpedo de celular, “não me enche o saco”. Acho “prenez soins de vous” mais bonitinho...
Depois da Marie Claire, fiquei maaais curiosa ainda. Talvez porque a foto do cara era meio sexy assim, meio foto do Camus... Escritor tem uma áurea né, tipo fotógrafo. Deve ser algum tipo de fetiche que mulher metida a intelectualóide tem...

Daí neste sábado, o Prosa e Verso, do Globo, publica outra entrevista com ele. Foca pouco no caso Sophie (fala mais do livro que ele lançará aqui, O Convidado Surpresa), mas comenta da obra dele, que ele diz que não consegue desvencilhar coisas pessoais de seus livros – ele escreve sobre experiências próprias. E ó, me identifiquei hein? Talvez por ter sido materlada na faculdade de jornalismo para ser imparcial, quando vou escrever algo não-profissional, só consigo ser auto-biográfica.

Me sentia diminuída (por mim mesma), mas como disse o protagonista de Apenas o Fim (VÃO VEEEERRR, muito bom), “a diferença entre fazer arte e terapia é que se eu ficar um dia sem escrever, eu não pago a sessão mesmo assim”. Então sigo no egocentrismo literário. Blogueiro, no caso.

Outra coisa que amei na entrevista foi que o Bouillier mostrou a uma outra ex a obra da Clarice e ela amou TANTO que largou ele para virar escritora. Fantástico!

Sophie Calle, cuide de você, to com o Bouillier no embate da Flip!
PS.: também vai ter Catherine M., que, depois do livro polêmico sobre sua vida sexual pouco convencional, vai lançar um livro sobre ciúmes. Atooooooro perigon!

Sábado, 27 de Junho de 2009

(des)Centralização da moda

Se Grumbach disse que é o fim da regionalização da moda com os mercados e idéias globalizadas, também é besteira ficarmos discutindo moda paulista, moda carioca, lifestyle carioca, bla bla bla. Mesmo separadas nas duas semanas de moda de maior destaque, a moda brasileira (feita por empresas sediadas no território nacional) é sem fronteiras de estado.

Toda vez que eu pego o 177-P Butatã – USP lotaaaaaaaaaaaado para ir para as aulas da pós, eu penso: “Pqp, por que eu vim pra SP?”. Justamente para fazer a pós e me especializar e acho que na época eu achava que no Rio eu não conseguiria trabalhar com moda. De fato, aqui estou trabalhando na área. Muita gente de SP me mandava vir pra cá, muita gente de lá também e o próprio mercado de jornalismo me empurrava – afinal ele está se esvaziando da antiga capital do país.

Outro dia, troquei alguns emails com a Carla Lemos, do Modices, onde reclamávamos da falta de profissionais de jornalismo de moda qualificados no Rio (particularmente, eu acho que todos nós foquinhas – ou quase todos – somos semi-qualificados). Segundo Carla, e eu concordo, muita gente não sabe nada de nada e acha que trabalhar com moda é ser voguete da Anna Wintour...

Mas Carla resiste em ficar no Rio e o sucesso do Modices é prova de que não precisa inflar o mercado de SP para poder trabalhar com moda, apesar das dificuldades. Em tempos de mundo virtual, o lugar onde se está fisicamente não faz tanta diferença. Outro case de sucesso off-SP é a Pati Lima e sua empresa de comunicação que publica uma das melhores revistas de moda brasileira, a Catarina. Estes dois exemplos me deixam mais animada a não ter apenas SP como opção (vamos combinar, daqui a pouco nem SP está agüentando tanta gente se mudando pra cá pra trabalhar...).


Últimos desfiles da Animale, Isabela Capeto, Maria Bonita e Osklen no SPFW ( Fotos: Charles Naseh para Oficina)

Será que a moda do meu estado, o Rio, está tão fora da moda assim? Estava fazendo um balanção sobre o SPFW e reparei que muitas das grifes elogiadas pelos comentaristas de moda nacionais são do Rio. Osklen, Maria Bonita, Animale, Isabela Capeto. E no masculino, temos a Reserva. Elas vieram para a semana de moda paulista por questões mercadológicas, mas suas sedes são na capital fluminense e toda a equipe que realizou o trabalho elogiado está lá. Por isso, quando fico desanimada com o mercado de onde eu vim, lembro que existem empresas de excelência por lá.

Acho esse papo de separar a moda por estados muito chato. Acho também esse papo de que a moda está aqui em SP muito chato. Como meu cliente no trabalho tem mais de 180 lojas no Brasil todo, me informo sobre o jornalismo de moda em outros estados e descubro coisas MUITO legais em Pernambuco, Bahia, Ceará, Amazonas, etc. Cada um escolhe o lugar onde se sente melhor, não é mesmo? Onde tem as ferramentas para conquistar seus objetivos... Não é mesmo, Brasil?

OBS.: Só complementando, recebo muitos emails de pessoas pedindo dicas sobre mudar pra SP e vejo que tem gente completamente perdida e gente com objetivos claros. Como eu sou retirante duas vezes: saí de Volta Redonda para o Rio, e depois para SP - que não é meu destino final, então vou ser retirante de novo, algum dia - digo uma coisa: OBJETIVO. Não adianta mudar radicalmente a vida sem objetivo. Mudar de cidade, mudar para a maior metrópole do país não vai adiantar se você não tiver objetivo. Pode ser que seus objetivos mudem, mas planeje bem e pense BEM, porque mudanças não são fáceis, todo mundo sabe.

E não se mire na história dos outros, cada um tem uma história de vida, uma ideia do que quer fazer, uma personalidade... Trilhe seu próprio caminho, se informe, planeje... Pode ser que dê tudo errado, mas aí foi culpa das circunstâncias. Como diria Raul, "não sei pra onde to indo, mas sei que estou no meu caminho". Beijosdesliga.

Dica sobre Bergers



Tem coisas, que só uma posição invertida na ioga (quando o sangue desce todo para a cabeça e oxigena melhor o cérebro) faz por você: um insight que era tãoooo óbvio, mas que você nunca tinha se tocado.

Apesar de ter assistido a série inteira (a maior parte em DVD), sempre aleguei que as personagens de Sex and the City não me geravam nenhum grau de identificação. Apesar do tema principal ser relacionamentos e nisso quase todo mundo é muito parecido, o mundo delas e a personalidade de cada uma não eram NADA parecidos comigo. Sempre achei um ótimo entretenimento, mas nunca havia achado aquelas situações muito próximas, nem de mim, nem de ninguém com quem eu convivesse.

Lembrem-se do Jack Berger, um dos namorados da Carrie? Ele é um escritor cool, que fez um super sucesso com seu primeiro romance e virou a promessa do mundo editorial de NYC. No meio do namoro, as colunas da Carrie viram um livro que se torna um fenômeno, chegando até mesmo a ser lançado na França. Neste meio tempo, Berger lança um novo livro e, apesar de Carrie achar genial, a obra não vai muito bem nas vendas e ele entra em ostracismo na editora (a mesma de Carrie).

Ele não aguenta o tranco e começa a brigar com Carrie. Até que pede um tempo. Reaparece. Depois de uma noite romântica, vai embora enquanto ela dorme e deixa um post-it. Sim, ele termina por um post-it.

Nesta época, tem um episódio sobre como alguns homens não conseguem lidar com o sucesso da parceira – mesmo que não seja um suuuuper sucesso, apenas algo que ele inveje. Não que a mulher seja bem-sucedida, ele que se sente um fracassado e não suporta se ver numa posição inferior a da mulher (na cabeça dele).

Talvez por isso, muitos acabam procurando mulheres que estejam mais perdidas ainda e estas acabam vendo a falta de rumo deles como um rumo seu. Ou em profissões sem muito “plano de carreira”, tipo vendedora, estudante-profissional, escritora-promessa, garçonete (embora eu ache que deva ser bem legal ser garçonete de lugares legais!), atendente de caixa, cantora-de-churrascaria, etc.

To falando de homens invejosos, mas podem ser também mulheres invejosas, conheço o caso também. Mas, culturalmente, é muito mais difícil pra homens aceitar se sentirem pequenos perto delas. Assim como existem caras que gostam de estar circulando com supermulheres, admiram e se orgulham disso! Santa segurança!

Há mais Bergers por aí do que imaginamos, mas... fazer o que? Conselho de Mãe Márcia é picar a mula e se munir de amuleto pra tirar olho grande. Energia ruim e tal. Pode crer que todos os nós passados vão se desatar logo nos primeiros centímetros de distância do bofe agourento.

Beijosdesliga.

Minha coleção de mentirinha



Fiquei tanto tempo sem escrever nada de consistente aqui, que agora estou cheeeia de coisa pra comentar. Mas vamos começar pela razão do meu sumiço, o trabalho final da matéria Planejamento de Coleção da pós em moda que eu faço. Como eu trabalho, teoricamente, de 9h ás 18h, e tenho outra matéria na pós, além de aulas de reposição por causa de feriados e faltas de professores, só sobrava o horário pós 23h pra fazer tudo, além dos finais de semana.

Quase enlouqueci, mas até que aprendi consideravelmente como é difícil tirar da cabeça idéias para roupas. Agora valorizo ainda mais o trabalho dos estilistas – realmente tem que ser muito bom, muito criativo, para conseguir fazer algo diferenciado – o que não é meu caso. Mas também, a intenção não é ser estilista, então estou OK. Até porque, como podem ver na foto acima, meu desenho é semi-infantil.

Nesta foto, vocês podem ver algumas das fotos de 3 painéis que eu tive que montar: conceito da marca, painel de público-alvo e outro com as referências para a coleção. A minha marca imaginária era uma feminina, apenas com moda pra festas. A coleção foi inspirada na personagem Sabina, do clássico de Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser, livro que eu recomendo MUITO pra todos. O nome da marca de mentirinha é Lori, inspirado também na literatura, mas desta vez no meu livro preferido da Clarice, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.

Sumi, mas fiz tudo bonitinho.
PS.: Depois que eu apresentei o trabalho, a professora me chamou pra dizer para eu nunca perder minha expontaneidade, meu ótimo humor e tiradas impagáveis. Que ser pra cima é uma qualidade incrível e que eu desarmo as pessoas mais antipáticas e levo tudo na boa, que legal é ser querida. EU SEI! Sou do time dos raiozinhos de sol do bem!!!!!!!!

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

O BAINHA ESTÁ DE LU-TO!



Gente, pára tudo, MICHAEL!!!!!!!!!!!